quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Moça com brinco de Pérola: um retrato do ensino no Brasil!

Ontem assisti ao filme “Moça com brinco de pérola”, não é nenhum lançamento, trata-se de um filme de 2003, baseado no livro de Tracy Chevalier que romantiza a inspiração para o quadro do artista Vemeer que é considerado a Monalisa holandesa.  O filme é excelente, principalmente pelas interpretações precisas e fotografia impecável, mas um diálogo específico me chamou muito a atenção.  Em determinado momento, a esposa do pintor vira-se para ele e diz que a criada (que posa para o quadro) nem sequer sabe ler, então pergunta por que ele a escolheu em detrimento dela no que ele responde: porque você não entende!
            Esse pequeno trecho do filme nos grita a atual realidade do ensino brasileiro.  Aprendemos não apenas a ler, mas a somar, subtrair, nos ensinam a história do nosso país, até do mundo, nos falam sobre os cromossomos e ossos do corpo humano, nos bombardeiam de informações sobre tudo, mas nós não entendemos!   E penso que a principal razão disso seja porque as escolas nos medem não pela nossa capacidade de pensar, mas principalmente pela nossa capacidade de copiar.  As escolas punem os alunos que colam na hora da prova, mas não se importam se esses mesmos alunos decoram algumas palavras e as vomitam no papel, sem sequer perceberem o que significa cada uma delas e colocando todas no campo do esquecimento ao sair da sala de aula.
            Há também o outro lado, existem aqueles que entendem, mas que são orientados a desentender pelo atual sistema de ensino, alunos que possuem uma forma peculiar de aprendizado, mas que difere da forma de ensino desse ou daquele professor, que não consegue enxergar o talento por uma perspectiva diferente de saber.       
            Não acredito que talento se ensine nas escolas (e universidades), na verdade vejo esses locais como pontos de troca, pessoas interagindo com pessoas para analisar o que quer que seja sob diferentes pontos de vista.  Há que se valorizar o entendimento, do contrário teremos uma proliferação de diplomas, mas muito pouco conhecimento.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

E o Gonzagão foi coroado na Sapucaí!

A Escola de Samba Unidos da Tijuca esse ano resolveu homenagear o nosso querido Rei do Baião, o grande pernambucano Luís Gonzaga!  Eu sou fã desse mestre da cultura nordestina e aprendi a admirá-lo desde muito cedo, já nos ensaios das quadrilhas juninas, nos pátios escolares, da Bahia ao Maranhão, não há festa de São João que se preze sem que sua voz inconfundível esteja presente.  Um homem de pouca escolaridade, mas de muito talento, se utilizando do mais simples vocabulário ele foi capaz de criar os mais belos versos que tocaram o coração de muita gente no Brasil e no mundo!  Seja falando da morte do vaqueiro, dos problemas da seca no sertão ou de uma das maiores obras de engenharia do nordeste brasileiro, o Complexo de Usinas Hidrelétricas de Paulo Afonso, o nosso Rei do Baião encantou e espalhou pelo globo as belezas, as tristezas e as alegrias do povo sertanejo, sempre enfatizando o seu sentimento e o seu amor pela terra! 
            Desde 2010 também inclui no meu rol de pessoas admiráveis o carnavalesco Paulo Barros, a sua capacidade de inventar e surpreender me deixa entusiasmadíssima a cada carnaval, sempre assisto aos desfiles da Unidos da Tijuca me perguntando, o que ele aprontou dessa vez?  E nunca me arrependo, pois ele sempre ultrapassa as expectativas e apresenta algo extraordinário e encantador.
            Esse ano na Sapucaí o casamento foi perfeito, comemoração dos cem anos do Gonzagão na criação do Paulo Barros!  O resultado dessa união não poderia ser diferente: é campeã!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Terrinha

Terra, terrinha,
Tão longe estou
De você.
Terra, terrinha,
Por que meu passo
Se perdeu?

Por tanta estrada
Que ando,
Por tanto tempo
E lugar.
Oh, meu Deus,
De tantas partes
Desse mundo teu,
Me fizeste
Pernambucano,
Graças a Deus!

Terra de sonho
E de arte,
De sol e de mares
 De luz e de cor!

Terra de encantos,
Miragens,
De belas paisagens,
Recanto de amor!

No carnaval,
A alegria do povo,
Comemora um intervalo
Na vida pesada.
É o desfile do bloco
Do galo da madrugada!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Millenium

Não li o livro no qual se baseia o filme “Millenium: os homens que não amavam as mulheres”, como ainda não havia lido “Ensaio sobre a cegueira” quando assisti ao filme homônimo, baseado na grande obra de José Saramago.  Dois filmes brutais que não se permitem pôr panos quentes sobre absolutamente nada, cenas cruas, sem meias palavras, dispostas a não deixar a cargo do espectador imaginar o que quer que seja, está tudo estampado na tela.
            Em minha opinião o diretor de “Ensaio sobre a cegueira” não foi muito feliz em sua adaptação, vou além, livros com tão elevado nível metafórico jamais deveriam ser encenados, principalmente ao pé da letra.  Saí do cinema com essa opinião e a ratifiquei ao ler o livro.
            Já o filme Millenium me fez sair do cinema descrente que o livro possa ser tão bom quanto a fita (perdoem-me a antiguidade).  Suspense surreal, inteligência, magnetismo e beleza em meio a cenas fortes e extraordinariamente encenadas.  Um pouco de suspense e atrocidade numa tarde calma e ensolarada de domingo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A estupidez de amar!

Se um dia eu chegar ao céu
(e eu acredito nessa possibilidade)
Olharei cada anjo e santo,
Trilharei por entre seus mantos,
Desviarei dos vãos de nuvens escassas,
Caminharei em firmes passadas,
Em direção da morada mais alta
Que é onde acredito
Que estará Deus.

Ajoelhar-me-ei à sua frente
Como um sinal de respeito
Diante de toda sua divindade,
Depois pedirei permissão
Para dizer-lhe uma verdade!

Então, Perguntarei, cuidadosa,
O que lhe passou pela cabeça,
Por que lhe bateu na veneta
De um dia qualquer inventar
Essa tamanha estupidez que é amar?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sonhos de Giz!

Escondo nas sombras da indiferença
A verdadeira razão de estar aqui.
Despisto, pondero,
Mas no fundo eu sei
Que não engano ninguém
Senão a mim!
Porque tudo é sempre tão óbvio,
Está estampado na cara, no gesto,
 No meu não saber o que fazer
Quando você fala para mim
Dos seus sonhos, dos seus desejos,
Dos medos que às vezes tem
De tudo que estar por vir!
Eu penso em você!
E perco a medida do tempo,
Em tantos sonhos de giz!
Eu vejo em você
O amor que não nasceu
Para ser meu!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eram os três!

No início era o sonho,
O desejo de buscar,
A necessidade prosa
De quem quer realizar.
E chegaram lá,
Porque quem busca
Sempre acha
O seu lugar.
E sempre vão alcançar,
Pois a unidade
Faz a força
E eles sabem
Onde chegar.
São os heróis
Alcançando a vitória,
São sempre amigos,
Os guerreiros
Dessa história.
Eram os três
Grandes amigos
Companheiros
De uma vida,
Todos e um sonho,
Tocar rock
Na televisão.
Entre portas e janelas
O mundo se fecha
Em segundos,
Mas há um prêmio
Aos que insistem
E acreditam no futuro.
Era uma banda,
Era um som
Eram os melhores
Da história!
Eram os três,
Eram milhões
De fãs, enfim
A vitória!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Diáfana

No meio da tarde vermelha,
Seu corpo astuto à janela,
A voz tão doce e bela,
Era o seu coração à mesa?
Ela recitava um poema,
Era a Via Láctea
Bilac, eu supus,
Já não tinha certeza,
Tão leve, tão meiga,
Diáfana!
Falava com a alma,
Era só peito aberto!