sexta-feira, 17 de maio de 2013

Foi tanta água que meu boi nadou!



                O sertão inteiro rezou, pediu, implorou pra que a chuva chegasse ligeiro, pra que viesse bem depressa socorrer o gado que morria sem pasto, pra molhar a terra rachada de tão seca, pra aliviar um pouco a sede do povo que já não tinha o que beber.
               O sertão inteiro enviou uma mensagem que parece que chegou com o endereço errado.  Recife não é sertão, São Pedro, não precisava de tanto aguaceiro!  Foi água para abastecer um sertão inteiro! 
               Como dizia a música: choveu que abarrotou, foi tanta água que meu boi nadou!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O pecado nosso de cada dia!



O pecado nosso de cada dia começa com o pré-julgamento das ações motivadas pelos sentimentos que desconhecemos, com o rebatimento das palavras que ouvimos, mas que quando proferidas pelos nossos lábios saem sem fazer qualquer sentido! 
O pecado nosso de cada dia está na indiferença que nutrimos em relação aos que, ainda que inconscientemente, enchemos de falsas esperanças!  Este pecado nosso de cada dia que tanto nos acompanha, respinga dos boatos que propagamos sobre aqueles que odiamos (e por vezes até sobre os que amamos).
            O pecado nosso de cada dia se perpetua nas ações que, outrora prejulgadas, um dia repetimos, motivadas por aquilo que agora sentimos!  O pecado nosso de cada dia, uma vez percebido, nos torna mais tolerantes com outros pecados ocorridos!
            O pecado nosso de cada dia finda por nos tornar mais humanos, e quanto mais humanos mais redimidos!

Aquela estrela!



Ainda no limbo,
Depois do inferno que se fez,
Depois de tudo que com esforço
Eu procurei esquecer...

Depois de tantas noites
Que viraram dias
Tentando entender!
Depois de tantas palavras...

Depois de tanto Caminhar,
Depois do divã, do altar,
Depois das horas mortas...

Só então eu pude perceber
Os tantas porquês!

Mas agora ela é
Aquela estrela lá no céu,
E os entendimentos
Agora são só meus!

domingo, 12 de maio de 2013

Ogle



Um novo planeta foi descoberto,
Distante, lá longe, em outra galáxia.
Um lugar tão parecido com o nosso,
Mas sem vida, até então percebida.
Será que ainda não vieram?!
Será que já foram embora?!
Será que voltarão outra hora?!
Será que fugiram de nós?!

Lançou seu olhar provocante
Na direção dos telescópios,
Parecia que nos queria.
Tal como as sereias
Atraem os homens ao mar,
No espaço, em outra galáxia,
Ogle nos enfeitiçou.

O que será de nós
Depois de Ogle?
O que será da terra
Depois de Ogle?
O que será da ciência
Depois de Ogle?
O que será de Ogle
Depois de nós?

sábado, 11 de maio de 2013

O caso Maracanã



                 Interessante essa pressa repentina do governo do estado do Rio de Janeiro na concessão do Maracanã.  Chama a atenção dois pontos em especial, o primeiro é por qual razão ele não incluiu na concessão a reforma do mesmo? Esperou que fosse investido dinheiro do contribuinte, para então gerar lucro à iniciativa privada.  Outro ponto é esse caráter de urgência na concessão, uma vez que com o Maracanã pronto esta não gera impacto algum na Copa do Mundo, ou mesmo na Copa das Confederações.  Segundo a juíza Gisela Guida, responsável pela suspensão da terceirização, o valor que será pago ao governo pelo contrato de concessão representa apenas 12% do lucro estimado, mais ainda, os 400 milhões de reais que serão investidos em reformas do estádio serão pagos pelo BNDES. 
               E a pergunta fica no ar: essa pressa toda em contratar a concessão seria por causa da Copa do Mundo de 2014 ou seria por que, coincidentemente, o mandato do senhor governador também encerrará em 2014?

A última carta!


E o amor acabou!  A chama apagou!  Achei que morreria ao chegar a essa  constatação, mas não!!  Estou bem, estou até feliz, depois de saber que o fim sempre chega e que tudo na vida, seja bom ou ruim, sempre acaba!  Não acho que a gente falhou, não penso no amor como um bem durável, um objetivo comum que deve ficar para a prosperidade, alguns ficam, outros acabam, outros sobrevivem no limbo do talvez, mas penso que o que vale de verdade é tudo aquilo que se fez, a alegria que me causou, o algo mais de você que se incorporou ao que eu sou, e isso eu sei que é algo que não morre, é algo que agora faz parte de mim, e para sempre estará comigo, pois todo aquele que, pelo menos um pouco, se doa, deixa no coração das pessoas uma parte importante de si.  Escrevo esta última carta com o mesmo amor que escrevi a primeira, com a mesma dedicação, da mesma maneira, com a mesma letra tremida e desordenada, que me acompanha desde a infância; uma carta rimada, cafona, como toda carta de amor deve ser, ainda que seja pela última vez!